Em comunicado, a Marinha indicou que as artes de pesca foram detetadas, na segunda-feira, durante uma operação de patrulha e vigilância marítima na zona da recém-criada reserva marinha da costa de Albufeira, Lagoa e Silves, no distrito de Faro.

“As 59 armadilhas de gaiola foram recolhidas por indicação do Capitão do Porto de Portimão”, informou a nota.

De acordo com a Marinha, a pesca com recurso a este tipo de arte, “por ser agressiva para o desenvolvimento de corais no fundo rochoso, afeta significativamente a conservação da biodiversidade naquela área cujos recursos se pretendem conservar”.

O Parque Natural Marinho do Recife do Algarve – Pedra do Valado foi criado em janeiro deste ano, através de uma Resolução do Conselho de Ministros para proteger a biodiversidade e promover a gestão sustentada dos recursos.

A reserva constitui uma das zonas mais ricas em termos de biodiversidade a nível nacional e o maior recife costeiro do Algarve e um dos maiores de Portugal, com valores naturais considerados ímpares no contexto da costa portuguesa.

O Parque Natural compreende a área entre o Farol de Alfanzina, no concelho de Lagoa, e a marina de Albufeira, totalizando uma área de aproximadamente 156 quilómetros quadrados.

Na Pedra do Valado foram identificadas 889 das 1.294 espécies de fauna e flora existentes na costa algarvia, 24 com estatuto de proteção, destacando-se a descoberta de 45 novas ocorrências de espécies para Portugal e de 12 novas espécies para a ciência que não são conhecidas noutro local, lê-se numa nota no portal da Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional (CCDR) do Algarve.

No local estão proibidas quaisquer atividades humanas, onde se inclui todo o tipo de pesca e de navegação de recreio.